Erros da polícia

113 SUL

Desde o início das apurações do Crime da 113 Sul, diversar irregularidades, invencionices e até bizarrices aconteceram ao longo da investigação conduzida pela Polícia Civil do DF, considerada a mais eficiente do País. Conheça algumas delas.

PERÍCIA

– Contaminação da cena do crime provocada pela entrada de estranhos no ambiente, o que comprometeu a qualidade do material pericial encontrado;

– Desorganização dos papiloscopistas com  papeletas de impressões digitais colhidas na cena do crime e na portaria do edifício, o que impediu saber qual impressão estava onde;

– Lâmina pericial encontrada pela Adriana após o apartamento estar fechado para perícia por meses;

– Eliminação das roupas das vítimas no dia em que os corpos foram recolhidos sob a alegação de que não havia local para preservá-las.

1ª DP

– Prisão indiscriminada de cinco inocentes (Damião e Comparsa, + Cláudio, Alex e Rami)

– Denúncias de prática de torturas: Cláudio, Alex e Rami, ao que parece, foram agredidos e sofreram uma forte tortura psicológica. Foram levados a um boteco e obrigados a beber cachaça. Relataram ainda outros ataques, como sufocamentos e banhos frios.

– Pedidos de mandados de busca e apreensão e de prisão de suspeitos com base no depoimento de uma vidente.

– Detecção de chave do apartamento das vítimas na casa de suspeitos em Vicente Pires. A chave já estava inclusa no material recolhido pela perícia, o que derrubou a farsa montada na delegacia.

– Realização de busca e apreensão no escritório no escritório de José Guilherme Villela sem mandado judicial.

CORVIDA

– Submissão de Adriana a cárcere ilegal. Não a deixaram ligar para ninguém, nem para o advogado no dia da busca e apreensão;

– Apesar da investigação correr sob segredo de justiça, os vazamentos à imprensa se mantiveram segundo o interesse da polícia.

– Tortura psicológica com Adriana no depoimento colhido no dia da Busca e Apreensão;

– Gravação que comprovaria a tortura à Adriana durante seu depoimento desapareceu dos arquivos policiais.

– Prisão da funcionária da casa dos Villela, dona Guiomar;

– Extravio da filmagem da Fernanda Villela, sendo que ela deu ensejo a busca e apreensão;

– Busca e apreensão aparentemente sem motivo, onde nada de relevante.

– Regina

– Avaliação psicológica  de Adriana realizada sem contato pessoal por psicóloga disfarçada.

– Psicóloga que clinicou anteriormente para a Adriana proferiu parecer.

– Não aparecimento de informações da quebra de sigilo telefônico (Ofício da VIVO).

– Depoimento da Josineide (secretária do Grossi)

– Perícia comprovadamente não científica de temporalidade da digital (laudo de datação de digitais).

– Tentativa de vinculação da vidente à Adriana.

– Prisão cinematográfica da Adriana no Rio de Janeiro.

– Tortura psicológica do Lindomar.

– Seqüestro da Michele, amiga de Adriana.

– Reação da Mabel à prisão do Leonardo.

 – Sequestro da namorada de Augusto Villela, irmão de Adriana

8ª DP

– Cumprimento do Mandado de Prisão em viagem não-oficial à Montalvânia

– Tortura de Leonardo em Montalvânia (tiro perto do ouvido, tortura psicológica, tiro no quintal).

MINISTÉRIO PÚBLICO

– Denúncia antecipada de Adriana sem o apontamento dos nomes dos executores do crime;